
Imagem – Esporte R7
A Argentina está na semifinal da Copa do Mundo de 2026, mas a classificação esteve longe de representar uma atuação convincente. A atual campeã mundial foi inferior à Suíça durante boa parte do confronto e só conseguiu mudar o rumo da partida depois da expulsão de Breel Embolo, justamente quando a equipe europeia atravessava seu melhor momento no jogo.
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Depois do empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, a Albiceleste aproveitou a superioridade numérica na prorrogação, marcou mais duas vezes e fechou a vitória por 3 a 1. Com a classificação, a Argentina enfrentará a Inglaterra por uma vaga na grande final do Mundial.
Suíça controla o jogo e impõe dificuldades
A Argentina abriu o placar logo aos 10 minutos, com Alexis Mac Allister, após cobrança de escanteio de Lionel Messi. A vantagem, entretanto, não se traduziu em domínio argentino.
Bem organizada, intensa na marcação e mais eficiente na construção das jogadas, a Suíça cresceu ao longo da partida e passou a controlar as ações. A equipe europeia conseguiu neutralizar os principais jogadores da Argentina e criou as melhores condições para buscar o empate.
A pressão suíça foi recompensada aos 67 minutos, quando Dan Ndoye marcou o gol de empate. Naquele momento, a Suíça apresentava o melhor futebol da partida e demonstrava condições concretas de virar o confronto.
Expulsão de Embolo muda completamente a partida
O ponto de ruptura do jogo ocorreu poucos minutos depois do empate.
Aos 72 minutos, Breel Embolo recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso após uma intervenção da arbitragem de vídeo. A decisão gerou forte controvérsia e deixou a Suíça com dez jogadores justamente quando a seleção vivia sua fase de maior pressão sobre a Argentina.
A expulsão obrigou a equipe suíça a abandonar a postura ofensiva e recuar para proteger o empate. A Argentina, que até então demonstrava dificuldades para controlar o jogo, passou a ter maior posse de bola e ocupação no campo adversário.
Mesmo em inferioridade numérica, a Suíça resistiu até o fim dos 90 minutos e levou a decisão para a prorrogação.
Argentina aproveita vantagem numérica no tempo extra
Com um jogador a mais e diante de uma equipe suíça fisicamente desgastada, a Argentina passou a exercer uma pressão mais intensa durante a prorrogação.
A resistência europeia durou até os 112 minutos, quando Julián Álvarez marcou o segundo gol argentino. Já nos acréscimos, Lautaro Martínez aproveitou um contra-ataque e fez o terceiro, confirmando a classificação para a semifinal.
O placar de 3 a 1, entretanto, não refletiu o equilíbrio apresentado ao longo da maior parte do confronto. Antes da expulsão de Embolo, a Suíça era a equipe mais organizada e atravessava seu melhor momento, enquanto a Argentina apresentava dificuldades técnicas e ofensivas.
Classificação com sinal de alerta
A vitória mantém vivo o sonho argentino do tetracampeonato, mas também acende um sinal de alerta para a equipe comandada por Lionel Scaloni.
A Argentina demonstrou força para aproveitar a vantagem numérica e decidir na prorrogação, porém voltou a apresentar vulnerabilidades diante de um adversário organizado. Contra a Inglaterra, a tendência é de um confronto ainda mais exigente, com menor margem para erros.
A seleção inglesa chega à semifinal depois de vencer a Noruega por 2 a 1, também na prorrogação. O duelo entre Argentina e Inglaterra colocará frente a frente duas das camisas mais tradicionais do futebol mundial e valerá uma vaga na decisão da Copa do Mundo.
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Para avançar, a Argentina precisará apresentar um futebol mais consistente do que aquele mostrado diante da Suíça. A classificação veio, mas a atuação deixou claro que o favoritismo argentino não elimina suas fragilidades.
Fonte – Folha do Estado
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