
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (11) a Operação Halosis, com o objetivo de cumprir mandados contra integrantes de uma organização criminosa envolvidos em homicídios e atuação de facção em Mato Grosso. Ao todo, seis suspeitos foram alvos da operação realizada nos municípios de Comodoro, Campos de Júlio, Nova Lacerda e Cuiabá. Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores é que um dos alvos já havia sido assassinado dias antes, dentro de um bar em Comodoro.
O homem morto é Rodrigo Belarmino Fulgêncio, de 40 anos, conhecido pelo apelido de “Cowboy”. Ele foi executado a tiros na madrugada do último sábado (7), enquanto estava em um bar na região central da cidade. De acordo com as investigações, Rodrigo figurava entre os suspeitos apontados como participantes de um homicídio ocorrido em novembro de 2025 no município.
Além dele, também são investigados na operação Pedro Henrique da Silva, Willian Costa Lopes, conhecido como “Chavosoh”, Gilmar Ferreira Rodrigues, apelidado de “Iraquiano”, Marcos Vinícius Santos de Souza, conhecido como “Sinistro” ou “Fininho”, e Diogo da Silva Santos, chamado de “Gavião”. Durante o cumprimento dos mandados, equipes policiais apreenderam armas de fogo, munições, entorpecentes, documentos e dispositivos eletrônicos que podem ajudar a aprofundar as investigações.

O caso que originou a operação é o assassinato de um homem ocorrido no dia 27 de novembro de 2025, por volta das 17h40, no bairro Nova Vacaria, em Comodoro. Na ocasião, a vítima trafegava de motocicleta quando foi surpreendida por criminosos que estavam em um veículo e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. A vítima morreu ainda no local.
Conforme a Polícia Civil, o crime foi planejado dentro da estrutura da facção criminosa. Interceptações telefônicas realizadas durante as investigações apontaram que os envolvidos atuavam de forma organizada, com divisão de tarefas e até apoio financeiro entre os participantes. Os investigadores também identificaram que imagens da vítima chegaram a ser compartilhadas entre os suspeitos por meio de aplicativos de mensagens antes da execução, indicando que o homicídio foi premeditado.
Outro ponto revelado durante a apuração é que um dos envolvidos, mesmo preso no sistema penitenciário, continuava exercendo função de comando e articulando o crime à distância. No dia seguinte ao homicídio, três suspeitos chegaram a ser conduzidos à delegacia após diligências que identificaram diálogos, áudios e imagens ligando os investigados à execução e ao apoio logístico utilizado na fuga do atirador.
Com o avanço das investigações, o delegado responsável pelo caso, Mateus Reiners, representou pela expedição de mandados de prisão, busca e apreensão e também pela quebra de sigilo de dados telefônicos dos investigados. As medidas foram autorizadas pela 2ª Vara da Comarca de Comodoro, com parecer favorável do Ministério Público Estadual.
A morte de Rodrigo “Cowboy”, ocorrida dias antes da operação, também ganhou grande repercussão após a divulgação das imagens de câmeras de segurança do bar. As gravações mostram o momento em que ele jogava sinuca com amigos, quando um homem entra no estabelecimento usando agasalho e capacete. O suspeito saca uma arma de fogo e dispara contra Rodrigo, que não teve tempo de reagir.
Durante a ação criminosa, uma mulher apontada como companheira da vítima também foi atingida por disparos e socorrida em estado grave. Um amigo que estava próximo conseguiu se afastar rapidamente e não foi atingido.
A Polícia Civil segue investigando tanto o homicídio ocorrido em novembro de 2025 quanto a execução de Rodrigo Belarmino Fulgêncio, que agora aparece ligado às apurações envolvendo a atuação da facção criminosa na região.
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